26 Jan 2012 | CIO
Segundo a Avanade, 60% das 605 organizações de 17 países ouvidas no estudo estão adaptando a infraestrutura de TI para receber tecnologias pessoais dos funcionários.
Em todo o mundo, 88% dos executivos relatam que os funcionários já usam suas próprias tecnologias pessoais para propósitos profissionais. O resultado é parte do estudo global “Dissipando seis mitos sobre a Consumerização de TI”, realizado pela Wakefield Research, empresa de pesquisas independente, a pedido da Avanade, provedora de soluções de negócios de tecnologia e serviços gerenciados.
Diante desse cenário, o levantamento, que ouviu com 605 líderes seniores e de TI realizada em 17 países, aponta que investimentos significativos em TI estão sendo feitos para gerenciar essa tendência. Na média, as empresas estão alocando 25% de seu orçamento geral de TI para gerenciar a consumerização e 60% das organizações estão adaptando a infraestrutura de TI para receber tecnologias pessoais dos funcionários.
Ainda de acordo com o estudo, no Brasil, o uso de tecnologias de computação pessoal no local de trabalho para fins comerciais é maior do que em muitos países europeus, chegando a 97%, e também é maior quando comparado aos Estados Unidos, com 89%.
Quando perguntados sobre o impacto das tecnologias pessoais na cultura da empresa, a maioria dos executivos participantes (58%) disse que o melhor resultado dessa ação era a habilidade de trabalhar a partir de qualquer local, seguido pelo fato de os funcionários estarem mais dispostos a trabalhar após o expediente (42%). “A produtividade e o acesso de qualquer lugar são mais bem avaliados pelos executivos do que a disposição de seus funcionários ou do que maiores responsabilidades atribuídas aos jovens profissionais”, diz Hamilton Berteli, CTO da Avanade no Brasil.
Segundo os líderes empresariais e de TI, os dispositivos mais populares usados na empresa são os smartphones com o sistema operacional Android, BlackBerry e notebooks da Apple.
Um dado relevante do estudo mostra que os funcionários não usam os dispositivos pessoais no trabalho apenas para checar mensagens ou acessar redes sociais. Eles estão utilizando cada vez mais aplicativos corporativos de missão crítica.
Entre os entrevistados em todo o mundo, 45% dos executivos citaram ferramentas de gerenciamento de relacionamento com clientes (CRM) como as mais acessadas, 44% aplicativos para registro de tempo de trabalho e despesas, e outros 38% mencionaram as soluções de planejamento de recursos empresariais (ERP).
BYOD + carreira
O levantamento indicada que muito tem sido feito em termos das empresas adotarem políticas do tipo “traga seu próprio dispositivo” (BYOD, na sigla em inglês) para “acomodar” jovens funcionários, além de atrair novos talentos.
Ainda assim, de acordo com os executivos participantes da pesquisa, a permissão de tecnologias pessoais no local de trabalho não é uma forte ferramenta para recrutar ou reter talentos. Dos ouvidos, 32% mudaram as políticas para tornar seus locais de trabalho mais atraentes para jovens profissionais. E 20% acreditam que permitir tecnologias de computação pessoal na empresa beneficiará os esforços para fins de recrutamento ou retenção.
Fonte: por Redação CIO Brasil via CIO Brasil






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